Inadimplência diminuiu 12,95% em Maceió, segundo o Instituto Fecomércio
Seguindo a tendência do último mês, o índice de endividamento da capital alagoana recuou, conforme sinaliza a Pesquisa de Endividamento de Inadimplência do Consumidor (PEIC) de Maceió. O levantamento foi realizado pelo Instituto Fecomércio de Estudos, Pesquisas e Desenvolvimento do Estado de Alagoas, em parceria com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).
Entre julho e agosto, o endividamento recuou 1,42%. Com isso, o número de pessoas com dívidas sai de 209 mil para 207 mil. Uma informação ainda mais importante é a de que o número de inadimplentes na capital diminuiu 12,95%, o que em termos absolutos equivale a 50 mil nesta condição.
O assessor econômico da Fecomércio, Felippe Rocha, diz que houve um súbito aumento da inadimplência entre abril e junho, chegando a afetar 23,4% dos consumidores da região. Isso acabou se refletindo nas dificuldades de pagamento dos empresários, o que explica o aumento de 5 p.p (pontos percentuais), naqueles meses, da inadimplência de pessoas jurídicas.
Para o economista, a redução de inadimplência da capital pode ser explicada pelo resíduo do pagamento do FGTS das contas inativas, a contenção dos gastos das famílias e o uso do crédito pessoal para quitar dívidas antigas e visando assumir uma nova (rolamento de dívida), uma vez que os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED/MTE) apontam, em julho, mais um mês em que houve mais desligamentos do que admissões em Alagoas e, também, em Maceió.
“O grande responsável pelo endividamento do cidadão sempre será o cartão de crédito, pois é o meio mais fácil de adquirir empréstimos pelos bancos e instituições financeiras”, observa Felippe. E a pesquisa comprova isso. No mês de agosto, 79,3% dos entrevistados relataram ter contraído dívidas por meio do cartão. O crediário (famoso carnê de loja), que em abril detinha certa de 4,4% do motivo dos consumidores se endividarem, tem ganhado força e hoje representa 9,9% – em julho chegou a 11%. Já o empréstimo pessoal, que em julho teve participação de 6,6%, teve uma elevação de 0,5 p.p. e figura neste mês de agosto com 7,1%; fato que explica parcialmente a redução da inadimplência do maceioense.
Dentre os cidadãos inadimplentes da capital, apenas 8,8% disseram ter condições de quitar suas dívidas e 35,3% as pagarão parcialmente. “Estes números são baixos, já que os outros 50,2% continuarão nessa mesma situação”, avalia o especialista, complementando que o tempo médio que os consumidores ficam sem pagar suas dívidas é de 67,2 dias.
Ainda de acordo com o levantamento do Instituto Fecomércio, o maceioense passa 6,4 meses endividado, comprometendo 29% da sua renda. “Um sinal amarelo deve ser ligado para os consumidores que se encontram nessa situação, pois quando quase um terço de sua renda está comprometida, começarão a ser observadas dificuldades de pagamento de situações do dia a dia”, orienta o economista.
Últimas notícias
Márcio Canella tem prisão mantida e será transferido para Bangu 8
Homem é ameaçado durante um evento festivo no município de Porto Real do Colégio
PF apreende espingarda em nome de Bolsonaro no Rio Grande do Sul
Programa criado por Rafael Brito coloca Alagoas entre as melhores políticas públicas do Brasil
Presidente de comissão do Senado dos EUA faz alerta sobre PCC e CV
Justiça manda Trump pagar US$ 5,8 milhões a escritora por abuso sexual
Vídeos e noticias mais lidas
Lojas Mix Mateus em Alagoas passarão a operar com a bandeira Novo Atacarejo
Governo de Alagoas entrega restauração da rodovia AL-105 em julho
Corpo é encontrado em estado de decomposição em Teotônio Vilela
Duas lojas anunciam encerramento das atividades no Centro de Arapiraca
